Toxicologia Aplicada ao GHS

Toxicologia Aplicada ao GHS

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Escrito por: Dra. Maria de Fatima Menezes Pedrozo

De modo geral, os perigos de uma substância química estão relacionados às suas propriedades físico-químicas (inflamabilidade, reatividade e corrosividade) e com a sua toxicidade.  A toxicidade é a capacidade inerente à substância química em promover os efeitos tóxicos à saúde humana e ao meio ambiente.

A expressão da toxicidade da substância determina os diferentes tipos de efeitos à saúde dependendo das condições de exposição. A intensidade do efeito tóxico e órgão alvo podem diferir dependendo das condições de exposição. Por exemplo, na exposição aguda a benzeno (exposição de curto período a concentrações elevadas) observa-se neurotoxicidade enquanto na exposição crônica (exposição prolongada a concentrações mais baixas) pode-se observar hepatotoxicidade e até mielotoxicidade, dependendo destas condições de exposição.

Para se determinar o espectro de efeitos tóxicos realiza-se a avaliação da toxicidade da substância química. Nesta avaliação, testes in silico, in vitro, em animais de experimentação e estudos epidemiológicos são utilizados para se determinar quais efeitos tóxicos serão observados em decorrência da interação da substância em estudo com o sistema biológico.

O conhecimento do espectro dos efeitos tóxicos decorrentes da exposição à substância permite classificar a substância de acordo com os critérios GHS. Para tanto, além do tipo de efeito tóxico, é necessário o reconhecimento das limitações de cada teste de toxicidade empregado para pesar a evidência obtida e classificar e categorizar a substancia química para cada tipo de efeito tóxico dependendo da confiabilidade dos achados.

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Autora: Dra. Maria de Fatima Menezes Pedrozo



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